Criando...
Tô criando uma coisa nova. Tô inventando um mundo novo cheio de ideias antigas (dessas que até já vem sem acento). Refinando pensamentos, comprando novos livros e sugestões. Dando espaço pra músicas inesperadamente belas e detalhes surpreendentemente imperceptíveis. E dentro de todos os gerúndios, reescrevendo um jeito velho de viver.
(Listening: Lenine - Marco Marciano)
quinta-feira, 11 de abril de 2013
domingo, 7 de abril de 2013
...
Talvez a gente se apaixone pra justificar o tempo que a gente perde não tomando decisões e não fazendo o que se deve ser feito. Não que se apaixonar por si só não seja possível, tolice! Mas às vezes é mais fácil terceirizar a culpa do que assumir que se foge do futuro.
(Listening: Marisa Monte - Segue o Seco)
(Listening: Marisa Monte - Segue o Seco)
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Milan
Hoje foi o primeiro dia no qual eu vi o sol nos últimas três semanas. Repousei minhas mãos sobre a janela para sentir um pouco daquele calor tão conhecido e assisti ao desenvolver de um céu azul que quase pareceu irreal.
Infelizmente a sensação não durou tanto tempo. O cansaço fechou meus olhos e desperdicei as duas horas seguintes em um desconfortável e profundo sono dos merecidos. Acordei com o comissário pedindo que desligasse minha música e me preparasse para o pouso.
Foi bom. Pude me despedir do calor inalcançável.
Lá embaixo um domingo problemático e cinza me aguardava para não me deixar descansar. Frio. Pessoas andando com pressa dentro de seus pesados e felpudos casacos. Um tempo desperdiçado.
Pausa para o almoço fora de hora. Relógio marcando tempo errado. Ansiosa sopa de cogumelos. Já esteve melhor... Alteração no pedido. Mastigação. Sem novas notícias, sem surpresas agradáveis. Conta. Obrigada no melhor "thank you" possível. Enfrenta-se o frio para atingir o conforto. Quarto vazio e silêncio. Bom assim. Luz azul e desagrado. Horas jogadas no lixo, mais sentimentos machucados.
Despropósitos, descompassos. Dura e simplória perda de tempo sem razão. Palavras meio ditas e parada. Preciso de banho. Água escaldante para abrir os poros e limpar a alma. De que?! Ligação de amigos. Alguém se importa! Mas não foram atendidas... Confusão e o encontro de um sorriso. Paz. Bem estar e algo próximo a felicidade.
Volta-se o ar.
Infelizmente a sensação não durou tanto tempo. O cansaço fechou meus olhos e desperdicei as duas horas seguintes em um desconfortável e profundo sono dos merecidos. Acordei com o comissário pedindo que desligasse minha música e me preparasse para o pouso.
Foi bom. Pude me despedir do calor inalcançável.
Lá embaixo um domingo problemático e cinza me aguardava para não me deixar descansar. Frio. Pessoas andando com pressa dentro de seus pesados e felpudos casacos. Um tempo desperdiçado.
Pausa para o almoço fora de hora. Relógio marcando tempo errado. Ansiosa sopa de cogumelos. Já esteve melhor... Alteração no pedido. Mastigação. Sem novas notícias, sem surpresas agradáveis. Conta. Obrigada no melhor "thank you" possível. Enfrenta-se o frio para atingir o conforto. Quarto vazio e silêncio. Bom assim. Luz azul e desagrado. Horas jogadas no lixo, mais sentimentos machucados.
Despropósitos, descompassos. Dura e simplória perda de tempo sem razão. Palavras meio ditas e parada. Preciso de banho. Água escaldante para abrir os poros e limpar a alma. De que?! Ligação de amigos. Alguém se importa! Mas não foram atendidas... Confusão e o encontro de um sorriso. Paz. Bem estar e algo próximo a felicidade.
Volta-se o ar.
sábado, 30 de março de 2013
sexta-feira, 29 de março de 2013
A prazo pro inferno.
Quando falta o ar e a cabeça quer mais. Quando o corpo pede arrego e os olhos dizem: "MAIS". A garganta, inflamada, coça. A ridicularidade das coisas óbvias grita: "PARA". Quando a incoerência é companheira e o paradoxo das coisas já sabidas não diz nada mais que palavras sem sentido.
É. Eu sei.
E cá estou. Escrevendo às 5:11 da manhã.
Tem algo errado. Ou eu estou, finalmente, encontrando o que é, de fato, certo.
Aplausos ou vaias... Estou aqui é pra sentir.
É. Eu sei.
E cá estou. Escrevendo às 5:11 da manhã.
Tem algo errado. Ou eu estou, finalmente, encontrando o que é, de fato, certo.
Aplausos ou vaias... Estou aqui é pra sentir.
domingo, 24 de março de 2013
Crowd
Porque tristeza é uma coisa que da qual a gente foge. Nos escondemos dentro de nós mesmos, escapamos da dor. Mentimos, enganamos. Ligamos a música alto o suficiente para apagar os pensamentos. Ignoramos as obviedades dos dias normais e nos agarramos a expectativas não vividas.
Um mundo inventado. Uma coisa qualquer que eu olhei uma única vez e vi o que eu quis. Um sonho talvez, um emaranhado de acontecimentos que organizado da maneira adequada pode dizer tudo mas que, de fato, nunca disse nada. Uma dúvida, acima de tudo. Uma dúvida que preenche meus minutos com futilidades e inutilidades.
Não consigo produzir. Não consigo pensar. Principalmente, não consigo entender.
E nesse breve momento de descuido, eu só queria me entregar em paz a essa tristeza que eu guardo tão longe da superfície. Chorar minhas lágrimas de ingrato descontentamento, afogar os ruídos do fracasso forçado. Mais que tudo: me permitir. Não responder que estou bem, não simpatizar. Não me ocupar ao ponto de não ter tempo para lembrar. Simplesmente deitar e esperar que as horas façam o devaneio passar.
Eu ainda lembro.
Um mundo inventado. Uma coisa qualquer que eu olhei uma única vez e vi o que eu quis. Um sonho talvez, um emaranhado de acontecimentos que organizado da maneira adequada pode dizer tudo mas que, de fato, nunca disse nada. Uma dúvida, acima de tudo. Uma dúvida que preenche meus minutos com futilidades e inutilidades.
Não consigo produzir. Não consigo pensar. Principalmente, não consigo entender.
E nesse breve momento de descuido, eu só queria me entregar em paz a essa tristeza que eu guardo tão longe da superfície. Chorar minhas lágrimas de ingrato descontentamento, afogar os ruídos do fracasso forçado. Mais que tudo: me permitir. Não responder que estou bem, não simpatizar. Não me ocupar ao ponto de não ter tempo para lembrar. Simplesmente deitar e esperar que as horas façam o devaneio passar.
Eu ainda lembro.
terça-feira, 5 de março de 2013
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