domingo, 25 de janeiro de 2009

Delírios de um Tal Dia 10 de Dezembro

Os sentimentos se revoltam em mim: entram e saem como poeira pela janela. "Os passos devem ser limpos, o corpo tem que no eixo". Hoje eu tenho espaço, tenho tempo e não sei usá-lo. Meu corpo se desvai de mim e eu apenas lamento. Os passos da valsa estão errados e mais redondos do que deveriam. Talvez se eu esperasse menos...

Aquela música... Aquela música me invade como ar aos afogados e sinto desejo de dançar. Bailar como crianças na chuva, no ritmo do mar e das gotas. Expandir meu domínio, meu pulmão, sentir outros cheiros. Aquela música... Que me exalta a alma e explode o espírito. Aquela música me torna a esperança da juventude, mesmo quanto o espelho mostra a diferença dos dias. Estou viva. E nada nesse mundo pode me provar o contrário enquanto as pálpebras não fecharem pela última vez.

E a música volta, e a explosão continua. O ar tem cheiro de maresia. A pele tem a maciez do suor. Ainda há tempo. Ainda é tempo.

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Não... Eu não fui capaz de sentir o quanto os sonhos são perigosos.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

2009

Bom dia!
E 2009 já começou.
É, realmente começou pra mim junto com o calendário chinês, dia 21/01. Mas isso pouco importa, aliás, a ninguém importa!

O grande problema dos anos é que quando a gente se acostuma com um, ele acaba e começa outro.

Nunca vou me acostumar... Nunca vou.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

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É que de tanto viver de achismos eu já morri demais.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

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E por fim a gente aprende a não gostar daquilo que nunca pudemos aprender a gostar.
É ignorância; é simples!

domingo, 7 de setembro de 2008

Delírios de um Tal Dia 31 de Julho

É que todas as pessoas tem direito de se odiar um pouco, ninguém vive só de amor. E a gente também tem direito de um monte de coisas ruins como morrer num dia especialmente bom ou viver em meio a infinitas desgraças. A gente pode, mas pode muito mesmo, e não sabe. A gente pode dormir pensando em alguém e acordar de ansiedade... A gente pode simplesmente não dormir. A gente pode apenas não pensar, mas é tão bom... Tão bom que vem premiado com aquele gostinho antigo de felicidade na garganta, que pode até ser início de doença que só aparece quando a gente está verdadeiramente feliz, mas ninguém se importa porque alguém em algum lugar fez todo mundo acreditar que a vida é isso mesmo: A procura da Felicidade.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Não Mais

Essa não é mais uma carta de adeus. É um até logo, até breve, um simples tchau. É uma pequena despedida curta mas improvável porque eu nunca saberei quando nos veremos de novo, ou se nos veremos mais uma vez.

É uma carta de dúvida. Não é nem uma carta, é um bilhete triste. Não penso em voltar, nem se voltarei, mas a hora que o tempo passar vou sentir que meu lugar é aqui. Só não sei se aqui você estará... Não sei, não sei.

É um bilhete de lamento. Assim como nem tudo que não é isso e, mesmo por exclusão, também não necessariamente é aquilo, eu vou-me e talvez posso me esquecer. As coisas mudam e o vento flui. Tenho que ir com ele.

É tempo de ir, tarde demais pra ficar.
Adeus
Digo, até logo.