Ando escrevendo frases tortas ultimamente.
Não que algum dia eu escrevi coisas que não fossem tortas ou que não fossem esquerdas de alguma forma.
O que eu quero dizer é que eu ando especialmente triste.
Especialmente perdida em meus pensamentos.
Olho para os lados, esperando que surja, como nos filmes, uma luz que clareie a visão.
Estou cansada de espectativas.
Cansada de qualquer coisa relacionada ao que esperar.
Os últimos dias não param de chover e o céu está cinza como os meus olhos.
Mais uma vez, a cor está sumindo.
O preto e branco volta.
E agora, com uma desagradável dose cavalar de consciencia.
Mais uma vez brigar com o destino.
Ridicularizar o óbvio.
Atitudes talvez não sejam necessárias.
Não se sabe.
Não sei.
Mais uma vez.
quarta-feira, 2 de março de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Nota de agenda:
Nota de agenda:
Profundamente irritada. Quando leio algumas coisas minhas fico meio irritada. São bons textos. É bom um estilo. Precisa lapidar, melhorar umas coisas, mas a essência tem potencial. Muito, aliás.
Quando eu vou parar de insistir e fazer direito algo que eu realmente sei fazer???
Profundamente irritada. Quando leio algumas coisas minhas fico meio irritada. São bons textos. É bom um estilo. Precisa lapidar, melhorar umas coisas, mas a essência tem potencial. Muito, aliás.
Quando eu vou parar de insistir e fazer direito algo que eu realmente sei fazer???
Conclusão do dia: As opções obvias sempre são mais fáceis, mesmo sendo mais difíceis.
domingo, 13 de junho de 2010
Contos de uma terra tão tão distante
Dentre tantas aventuras já vividas, eles pararam e resolveram procurar a felicidade.
Criaram metas, estratégias, foram coerentes, caminharam com cautela e observação. Foram espertos, fizeram escolhas. Nem todas certas, mas com certeza todas válidas. Tornaram-se experientes, aquela experiência ignorante de quem não sabe mesmo o que vai vir.
Chegaram a conclusões. Definiram objetivos. Olharam o mundo com cautela e interpretaram os sinais que o mundo dava. Souberam ouvir. Aprenderam a entender.
Aliás, aprenderam várias coisas perdidas pelo caminho. Coisas que podiam ou não ser importantes, mas aprenderam. Não! Não aprenderam, dessecaram o conhecimento dessas coisas. Conheceram o que não deviam, até demais. Espantaram a magia dessas coisas que se tornaram tão simples e tão chatas.
Mas a busca ainda continuava e eles ainda não encontraram o que estavam procurando. Percorreram selvas. Esconderam-se em cavernas. Olharam em cada canto e não acharam. Pareceu que a felicidade estava a cada dia mais distante.
E os dias passaram. E as flores secaram. O vento frio chegou e ressecou os lábios. As semanas pareceram mais cinzetas e eles começaram a se esquecer. E o esquecimento levou embora as lembranças quentes do pouco de humanidade que ainda havia.
Era inverno e todos podiam ver. Ela andava pela rua, com roupas da estação, toda bela. Carregava livros, papéis, anotações tudo numa bolsa pequena. Seu rosto não dizia nada. Nem um sorriso, nem um abraço. Nem mesmo algo de ruim. Era um reflexo do nada que sua busca resultou.
Os outros? Não se soube. A procura fora tão intensa que nada sobrara. Nem pensamentos. Nem anotações velhas na agenda. Nem números de telefones em guardanapos usados. Nem fotografias maltradas e nem lembranças remotas. Um grande e triste vazio.
Talvez nem triste. Apenas vazio. Imensamente vazio.
Morreram, enfim.
Ela com seu casaco vermelho. Todos os outros com suas coisinhas que nunca mais foram lembradas. Ninguém chegou lá. Ninguém foi notado ou reconhecido pelo menos como um estranho qualquer. Ninguém soube o que era a tal procurada felicidade.
Apenas uma menininha. Uma menininha que a olhava passar com seus livros e papéis, toda bela. Apenas a única menininha que viu que a moça dexou cair uma flor que, por ironia do clima, caiu em seu cabelo e a deixava ainda mais bela.
A menina viu a flor cair. Correu para devolver a moça. Ela estava tão apressada que não viu a menininha. A menina colocou a flor em seus cabelos e sentiu-se a mais linda menininha de todo o universo.
E foi só felicidade. Sem procura. Sem caminhos.
Felicidade, e só.
Criaram metas, estratégias, foram coerentes, caminharam com cautela e observação. Foram espertos, fizeram escolhas. Nem todas certas, mas com certeza todas válidas. Tornaram-se experientes, aquela experiência ignorante de quem não sabe mesmo o que vai vir.
Chegaram a conclusões. Definiram objetivos. Olharam o mundo com cautela e interpretaram os sinais que o mundo dava. Souberam ouvir. Aprenderam a entender.
Aliás, aprenderam várias coisas perdidas pelo caminho. Coisas que podiam ou não ser importantes, mas aprenderam. Não! Não aprenderam, dessecaram o conhecimento dessas coisas. Conheceram o que não deviam, até demais. Espantaram a magia dessas coisas que se tornaram tão simples e tão chatas.
Mas a busca ainda continuava e eles ainda não encontraram o que estavam procurando. Percorreram selvas. Esconderam-se em cavernas. Olharam em cada canto e não acharam. Pareceu que a felicidade estava a cada dia mais distante.
E os dias passaram. E as flores secaram. O vento frio chegou e ressecou os lábios. As semanas pareceram mais cinzetas e eles começaram a se esquecer. E o esquecimento levou embora as lembranças quentes do pouco de humanidade que ainda havia.
Era inverno e todos podiam ver. Ela andava pela rua, com roupas da estação, toda bela. Carregava livros, papéis, anotações tudo numa bolsa pequena. Seu rosto não dizia nada. Nem um sorriso, nem um abraço. Nem mesmo algo de ruim. Era um reflexo do nada que sua busca resultou.
Os outros? Não se soube. A procura fora tão intensa que nada sobrara. Nem pensamentos. Nem anotações velhas na agenda. Nem números de telefones em guardanapos usados. Nem fotografias maltradas e nem lembranças remotas. Um grande e triste vazio.
Talvez nem triste. Apenas vazio. Imensamente vazio.
Morreram, enfim.
Ela com seu casaco vermelho. Todos os outros com suas coisinhas que nunca mais foram lembradas. Ninguém chegou lá. Ninguém foi notado ou reconhecido pelo menos como um estranho qualquer. Ninguém soube o que era a tal procurada felicidade.
Apenas uma menininha. Uma menininha que a olhava passar com seus livros e papéis, toda bela. Apenas a única menininha que viu que a moça dexou cair uma flor que, por ironia do clima, caiu em seu cabelo e a deixava ainda mais bela.
A menina viu a flor cair. Correu para devolver a moça. Ela estava tão apressada que não viu a menininha. A menina colocou a flor em seus cabelos e sentiu-se a mais linda menininha de todo o universo.
E foi só felicidade. Sem procura. Sem caminhos.
Felicidade, e só.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
2010
Feliz ano velho!
É, porque o novo mesmo já passou... Hoje é dia 7!
Enfim, preciso comentar que sinto mudanças no ar. Sim, no ar literalmente, pois desde que eu vi os fogos explodindo, a não muitos metros de mim, não apareceu se quer um rainho mais intenso de sol. É verdade também que a temperatura não ficou menos alta, já que a maioria de nós, brasileiros, temos que admitir que não está nada difícil transpirar andando de um cômodo a outro. Sabe, estou mesmo sentindo falta de um coloridinho por aí...
Aqui o ar está pesado. Úmido e sem cor. Parece que a neblina (composta por pouca água e muita fumaça) se transforma aos poucos num grande monstro construindo sua casa, pra nunca mais ir embora.
Não que ano passado tenha sido muito diferente. Desde de que vim pra cá, não tinha passado por tantos períodos seguidos de dias fechados. O fim de ano passou meio no escuro. E bem, bem molhado. E esse ano começa parecido, mas pior. Pior porque essa época, que parece férias, dá impressão que tudo tem que ser perfeito, inclusive o tempo.
Bom, sei lá. Talvez eu só tenha reparado nesses detalhes esse ano e tudo acaba parecendo espetacularmente diferente. Pra ser sincera, fora o tempo, não parece que virou o ano ainda. Eu estou no dia 38/12/2009.
E sabe-se Deus até quando vou continuar nesse mês.
Espero que até não muito...
É, porque o novo mesmo já passou... Hoje é dia 7!
Enfim, preciso comentar que sinto mudanças no ar. Sim, no ar literalmente, pois desde que eu vi os fogos explodindo, a não muitos metros de mim, não apareceu se quer um rainho mais intenso de sol. É verdade também que a temperatura não ficou menos alta, já que a maioria de nós, brasileiros, temos que admitir que não está nada difícil transpirar andando de um cômodo a outro. Sabe, estou mesmo sentindo falta de um coloridinho por aí...
Aqui o ar está pesado. Úmido e sem cor. Parece que a neblina (composta por pouca água e muita fumaça) se transforma aos poucos num grande monstro construindo sua casa, pra nunca mais ir embora.
Não que ano passado tenha sido muito diferente. Desde de que vim pra cá, não tinha passado por tantos períodos seguidos de dias fechados. O fim de ano passou meio no escuro. E bem, bem molhado. E esse ano começa parecido, mas pior. Pior porque essa época, que parece férias, dá impressão que tudo tem que ser perfeito, inclusive o tempo.
Bom, sei lá. Talvez eu só tenha reparado nesses detalhes esse ano e tudo acaba parecendo espetacularmente diferente. Pra ser sincera, fora o tempo, não parece que virou o ano ainda. Eu estou no dia 38/12/2009.
E sabe-se Deus até quando vou continuar nesse mês.
Espero que até não muito...
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
São Pensamentos de Banheiro Mais Uma Vez
São pensamentos de banheiro mais uma vez...
Mas fazer o que, quando mais nova meu computador não me perseguia por todos os lados.
Bem, mais uma vez eu estou pensando, mas dessa vez, diferente das outras, eu não estou triste. Posso até dizer que estou feliz. Felicidade é um negócio difícil de definir não é?! Eu acho que está tudo certo, eu acho que está tudo bem. Mas sempre tem uma angustiazinha apertando aqui dentro... Não que eu espere ninguém chegar, não que eu queira agora qualquer surpresa, mas a gente espera tanto do sábado a noite que chega uma hora que a gente começa a esperar muito de todos os dias da semana.
Um convite inesperado, uma visita atrasada, ou mesmo uma pizza com o pessoal da faculdade. Tudo isso faz todos os dias serem tão particulares e especiais... Quando nada demais acontece e você está em casa tranquilo assistindo aquele seriado que queria há tempos parece que é um dia tão chato.
Lembro-me dos dias nos quais eu inventeo rotinas diárias só pra eu me achar normal, uma pessoa rotineira sabe?! Comecei a assistir novelas todos os dias. Comecei a gostar da história e me identificar com os personagens. Tive uma viagem e acabei perdendo a semana final da novela. Assisti ao último capítulo e me decepcionei amargamente.
A novela era uma rotina com dia, mês e hora pra acabar. E vai ser assim pra sempre. Comigo. Com você. Quando a gente descobre isso, descobre a beleza da vida e o valor de todos os dias. Descobre as cores e toda a graça.
Mas isso só acontece quando você é velho e finalmente aprende.
Eu ainda tenho vinte anos.
Mas fazer o que, quando mais nova meu computador não me perseguia por todos os lados.
Bem, mais uma vez eu estou pensando, mas dessa vez, diferente das outras, eu não estou triste. Posso até dizer que estou feliz. Felicidade é um negócio difícil de definir não é?! Eu acho que está tudo certo, eu acho que está tudo bem. Mas sempre tem uma angustiazinha apertando aqui dentro... Não que eu espere ninguém chegar, não que eu queira agora qualquer surpresa, mas a gente espera tanto do sábado a noite que chega uma hora que a gente começa a esperar muito de todos os dias da semana.
Um convite inesperado, uma visita atrasada, ou mesmo uma pizza com o pessoal da faculdade. Tudo isso faz todos os dias serem tão particulares e especiais... Quando nada demais acontece e você está em casa tranquilo assistindo aquele seriado que queria há tempos parece que é um dia tão chato.
Lembro-me dos dias nos quais eu inventeo rotinas diárias só pra eu me achar normal, uma pessoa rotineira sabe?! Comecei a assistir novelas todos os dias. Comecei a gostar da história e me identificar com os personagens. Tive uma viagem e acabei perdendo a semana final da novela. Assisti ao último capítulo e me decepcionei amargamente.
A novela era uma rotina com dia, mês e hora pra acabar. E vai ser assim pra sempre. Comigo. Com você. Quando a gente descobre isso, descobre a beleza da vida e o valor de todos os dias. Descobre as cores e toda a graça.
Mas isso só acontece quando você é velho e finalmente aprende.
Eu ainda tenho vinte anos.
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