Tenho agora só 12 minutos pra tentar explicar um qualquer sentimento que eu possa estar sentindo uma hora aí, bem próxima de agora.
Quando se instaura o preto e branco é quando o mundo parece que perdeu a cor. É basicamente isso.
É quando o tempo nublado insiste em continuar nublado até quando você sente que está um lindo dia de sol. É quando você começa a acreditar que o dia que é nublado está realmente nublado. E você sente tudo mais escuro. E você sente tudo mais sem cor. Como se a tinta que você demorou tanto pra passar no seu dia ontem a noite fosse escorrendo com o cair da chuva. E você se sente triste. E você se sente só.
E agora faltam só 9 minutos pra eu tentar dizer algo qualquer que está entalado na minha garganta, mas que na verdade está incomodando minha alma. Mas na verdade eu não sei o que é. Eu simplesmente estou perdendo a cor. Como se fosse um elfo do Senhor dos Aneis naquela parte em que eles fogem pra tentar viver (isso porque eles são imortais), que vai perdendo a luz. É, acho que é isso. Estou perdendo as cores como o giz de cera na mão da criança que vai crescendo... Que vai perdendo a graça.
Nos meus últimos 6 minutos de falação eu não queria me sentir como as coisas nostálgicas da minha infância, mas quando instaura-se o P&B fica tão difícil não lembrar... Fica difícil não lembrar de um tempo que parecia ser um tempo de merda mas que agora faz tanta falta. Será que vai ser a hora de dizer "eu era feliz e não sabia"?
Não... Eu era feliz. E sabia.
Ainda sei... É que instaurou-se o P&B por tempo indeterminado.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
domingo, 25 de janeiro de 2009
Delírios de um Tal Dia 10 de Dezembro
Os sentimentos se revoltam em mim: entram e saem como poeira pela janela. "Os passos devem ser limpos, o corpo tem que no eixo". Hoje eu tenho espaço, tenho tempo e não sei usá-lo. Meu corpo se desvai de mim e eu apenas lamento. Os passos da valsa estão errados e mais redondos do que deveriam. Talvez se eu esperasse menos...
Aquela música... Aquela música me invade como ar aos afogados e sinto desejo de dançar. Bailar como crianças na chuva, no ritmo do mar e das gotas. Expandir meu domínio, meu pulmão, sentir outros cheiros. Aquela música... Que me exalta a alma e explode o espírito. Aquela música me torna a esperança da juventude, mesmo quanto o espelho mostra a diferença dos dias. Estou viva. E nada nesse mundo pode me provar o contrário enquanto as pálpebras não fecharem pela última vez.
E a música volta, e a explosão continua. O ar tem cheiro de maresia. A pele tem a maciez do suor. Ainda há tempo. Ainda é tempo.
Aquela música... Aquela música me invade como ar aos afogados e sinto desejo de dançar. Bailar como crianças na chuva, no ritmo do mar e das gotas. Expandir meu domínio, meu pulmão, sentir outros cheiros. Aquela música... Que me exalta a alma e explode o espírito. Aquela música me torna a esperança da juventude, mesmo quanto o espelho mostra a diferença dos dias. Estou viva. E nada nesse mundo pode me provar o contrário enquanto as pálpebras não fecharem pela última vez.
E a música volta, e a explosão continua. O ar tem cheiro de maresia. A pele tem a maciez do suor. Ainda há tempo. Ainda é tempo.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
2009
Bom dia!
E 2009 já começou.
É, realmente começou pra mim junto com o calendário chinês, dia 21/01. Mas isso pouco importa, aliás, a ninguém importa!
O grande problema dos anos é que quando a gente se acostuma com um, ele acaba e começa outro.
Nunca vou me acostumar... Nunca vou.
E 2009 já começou.
É, realmente começou pra mim junto com o calendário chinês, dia 21/01. Mas isso pouco importa, aliás, a ninguém importa!
O grande problema dos anos é que quando a gente se acostuma com um, ele acaba e começa outro.
Nunca vou me acostumar... Nunca vou.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
...
domingo, 7 de setembro de 2008
Delírios de um Tal Dia 31 de Julho
É que todas as pessoas tem direito de se odiar um pouco, ninguém vive só de amor. E a gente também tem direito de um monte de coisas ruins como morrer num dia especialmente bom ou viver em meio a infinitas desgraças. A gente pode, mas pode muito mesmo, e não sabe. A gente pode dormir pensando em alguém e acordar de ansiedade... A gente pode simplesmente não dormir. A gente pode apenas não pensar, mas é tão bom... Tão bom que vem premiado com aquele gostinho antigo de felicidade na garganta, que pode até ser início de doença que só aparece quando a gente está verdadeiramente feliz, mas ninguém se importa porque alguém em algum lugar fez todo mundo acreditar que a vida é isso mesmo: A procura da Felicidade.
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